Meta é alcançar pelas redes digitais pelo menos 200 mil pessoas nas próximas semanas

A ALFOB lançou nas redes digitais a campanha “Indústria Farmacêutica Pública. Brasil protegido. SUS mais forte!”. A meta é alcançar pelas redes digitais pelo menos 200 mil pessoas nas próximas semanas.
Composta por onze peças digitais, a campanha pretende elevar o nível de conhecimento e informação da população sobre a atuação dos Laboratórios Oficiais.
Eles são indispensáveis para abastecer o SUS e buscar a autossuficiência na produção e desenvolvimento de tecnologias terapêuticas que salvam a vida e asseguram o direito à saúde a milhões de pessoas, em todas as regiões do Brasil.
Um dos textos que integram a campanha afirma que “O verdadeiro negócio da Indústria Farmacêutica Pública não é o lucro, mas sim a vida”.
Essa rede é formada por 24 fábricas, com capacidade para produzir mais de seis bilhões de unidades farmacêuticas por ano, informa a campanha. As peças esclarecem que os Laboratórios Oficiais fornecem vacinas, soros e imunobiológicos. Fármacos, insumos, kits para diagnóstico, hemoderivados e outros produtos para a saúde.
Em outro trecho, informa que a Indústria Farmacêutica Pública “transforma ciência em inovação” para assegurar acesso a tecnologia de ponta para pessoas de todas as faixas de renda.
“Por tudo isso, a Indústria Farmacêutica Pública é de Estratégico Interesse Nacional para a Saúde e a Soberania do Brasil. Defender os Laboratórios Oficiais é se posicionar pelo futuro da vida!”, destaca a campanha.
– Os Oficiais são estratégicos, numa perspectiva ambivalente. São fornecedores exclusivos de medicação para algumas doenças negligenciadas e soros hiperimunes. Atendem a doenças crônicas e transmissíveis, fornecem antibióticos e anti-inflamatórios. Na ponta tecnológica, aparecem como líderes mundiais no desenvolvimento de vacinas – caso da dengue, chikungunya, Covid-19, influenza e outras, além de emergirem como decisivos no fornecimento de terapias avanças ao SUS – principalmente oncológicas, infecciosas e genéticas, hemoderivados e outros imunobiológicos, comenta o assessor de Gestão Estratégica e Comunicação da ALFOB, César Luz.
Conheça a Indústria Farmacêutica Pública do Brasil
Como componentes do SUS, os Laboratórios Oficiais constituem uma das mais diversificadas e robustas redes públicas (fabril e logística) do mundo.
Produzem medicamentos para câncer, hepatite viral, artrite reumatoide, hipertensão e diabetes, tuberculose, hanseníase e malária, entre outras.
Apresentam capacidade produtiva de seis bilhões de unidades farmacêuticas/ano e asseguram 100% da demanda de 15 diferentes tipos de soros pelo SUS: antipeçonhentos, antitetânico, antirrábico, antibotulínico e diftérico.
Os Oficiais fornecem 300 milhões de doses de vacina por ano. São responsáveis por 60% do elenco do Programa Nacional de Imunizações – PNI.
Também atendem mais de 50% da demanda para as Infecções Sexualmente Transmissíveis e HIV/aids.
A Indústria Farmacêutica Pública do Brasil produz ainda dezenas de reativos para diagnóstico de diversas doenças transmissíveis.
São referência em pesquisa, desenvolvimento e inovação em áreas como farmacotécnica, síntese de fármacos, vacinas, biofármacos, métodos analíticos e outras. Na formação, ofertam programas de graduação e pós-graduação, cursos de extensão estágios acadêmicos.
Desafios – Segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS, no Sul Global está a maior carga de doenças e o menor acesso aos fármacos e insumos.
Com a sétima população mundial, o Brasil ainda enfrenta escassez de medicamentos essenciais, para as doenças negligenciadas, tropicais e transmissíveis.
O maior país da América Latina ocupa apenas o 49º lugar em inovação e por 2% dos estudos clínicos em nível Global.
O foco da maioria dos Laboratórios Oficiais ainda é em genéricos e similares, os quais apresentam perfil pouco inovador (centrado na inovação incremental). Apesar dos avanços, ainda permanece uma forte dependência da importação de Insumos Farmacêuticos Ativos, principalmente dos países asiáticos, a maior vulnerabilidade da Indústria Farmacêutica Pública Nacional.